domingo, 13 de maio de 2012

Flayer Portal do Criador

Prezados seguidores,
agora o portal do criador, já tem sua própria marca e seus flayers espalhados por todos os locais. Assim ficou mais fácil nossa identificação e o contato entre nos.
Segue abaixo o flayer.  






segunda-feira, 26 de março de 2012

Própolis para as aves.

(VERDE OPALINO)

Revista UCRP 2006
Artigo editado em 19/02/2007
 
            Antibiótico natural isento de efeitos colaterais.
            No número de março de 2002 de Itália Ornitológica no artigo “Os fármacos como preventivos”, tínhamos feito alusão a algumas afirmações de médicos pesquisadores, nacionais e internacionais, sobre os efeitos colaterais dos fármacos. Enfatizava-se o conceito segundo o qual antes de se empregar um fármaco é necessário avaliar, caso por caso, se săo maiores os riscos que se correm ou os benefícios desejados.
Todos os Fármacos Apresentam Efeitos Colaterais?
            Da Fitoterapia (medicina natural) aprendemos que existe na natureza uma resina que reveste os frutos de algumas plantas como o pinheiro, o salgueiro, o olmo, a cerejeira e tantas outras que as abelhas recolhem e elaboram com as enzimas de suas secreções a assim chamada Própolis, um antibiótico natural com múltiplas funções. As propriedades terapêuticas da própolis foram descobertas em tempos remotos e foram os egípcios quem utilizaram esta substância para os cuidados do aparelho respiratório, para os estados gripais para as infecções da pele, para a cicatrização das feridas, e para outras afecções de natureza variada. Num primeiro momento, os efeitos benéficos foram empiricamente demonstrados, até que, recentemente, alguns pesquisadores no campo da Fitoterapia, entre eles o francês Pierre Lavic (1960) descobriu neste antigo fármaco os seus numerosos componentes (veja a composição) que detalhadamente confirmaram suas propriedades terapêuticas descobertas há cerca de 40.000 anos.
            Composição química da própolis:
            50 % resinas e bálsamos: ácidos urânicos, ácidos aromáticos, etc.
            30 % gorduras e vitaminas: ácidos graxos, óleos essenciais, vitaminas do grupo B, vitamina C, vitamina E;
            10 % de polifenóis: flavonóides (Galangina);
            5 % pólen;
            5 % sais minerais: cálcio, cobre, ferro, bário, crômio, etc.
            Parece que săo os ácidos orgânicos e os polifenóis, contidos na própolis, que desenvolvem, principalmente, uma dupla açăo antibacteriana – bacteriostática e bactericida – significando que, respectivamente, tanto impede a multiplicação das bactérias como as mata.
            Outras propriedades da própolis
            A própolis, além da propriedade antibacteriana, tem uma outra propriedade que para nós criadores é de extrema importância. É um antimicótico. Agem sobretudo, contra a Cândida e Micrósporo, graças ŕ presença dos polifenóis que bloqueiam o crescimento dos fungos. E são as próprias abelhas que, segundo um instinto natural, reconhecem na própolis esta função e a utilizam para revestir as paredes onde a abelha-rainha pőe os seus ovos, como defesa dos ataques de fungos e bactérias. Desenvolve uma ação imuno-estimulante. Esta  ação faz crescer a resistência do organismo graças ao efeito dos flavonóides (galangina) e da vitamina C que estimulam a síntese dos anticorpos e potencializam o sistema imunológico contra os agentes patogênicos. Segundo as afirmações de renomados fitoterapeutas, a própolis não tem efeitos colaterais e pode ser utilizada também por longos períodos e em doses mais elevadas.
            A própolis usadas nas nossas criações
            Devido as suas múltiplas ações e por ser um antibiótico natural de amplo espectro, a própolis pode ser usada na ornitologia, sobretudo, para a prevenção daquelas formas bactérias intestinais que no período de incubação prejudicam os filhotes até o nascimento. Pode ser usada, também, nas doenças das vias respiratórias, nas dermatites das patas que freqüentemente provocam inflamação e rubor devidos, principalmente, aos erros alimentares, picadas de insetos e falta de higiene.
            Onde encontrar a própolis
            Para as nossas necessidades podemos utilizar a própolis que aparece no comércio na forma de solução (gotas), encontrada em farmácias (naquelas onde se encontram produtos fitoterápicos) ou em lojas que vendem ervas e produtos naturais.
            Uma recomendação: procurar um produto confiável, entre os numerosos encontrados no comércio, preparados por empresas consolidadas e de comprovada experiência científica.
            Modo de usar (posologia)
            Posologia (experimental) para as doenças intestinais e respiratórias:
            20 gotas em cada litro de água de beber no período de preparação as incubações por 15 dias consecutivos. A mesma dose durante 7 dias consecutivos após o nascimento dos filhotes;
            30 gotas por litro de água de beber durante um período de 20 dias, no momento em que uma infecção for manifestada. É prudente neste caso intervir aos primeiros sintomas. Suspender durante 10 dias e repetir a administração por mais 10 dias;
            para as demais doenças cutâneas, algumas gotas duas vezes ao dia sobre as áreas afetadas.
            Conclusões

            A própolis pode ser utilizada, também, junto com outros antibióticos sintéticos. Para os amigos criadores que, segundo uma convicção própria, não pretendem renunciar aos antibióticos tradicionais, mencionamos, em resumo, tudo quanto tem sido relatado pelos estudiosos qualificados no campo da fitoterapia, isto é: a ingestão da própolis pode ser feita também simultaneamente ao antibiótico alopático. Terminada a utilização deste, é conveniente prosseguir 10 dias com a própolis. Esta precaução tem o objetivo de minimizar a queda das defesas imunológicas provocadas pelo antibiótico sintético, redução esta que origina a  reincidência da doença.
 
Artigo extraído e adaptado da revista Itália Ornitológica,
Ano XXIX, nş 1, janeiro 2003.
Texto de Mario di Natale
Tradução: Rafael I. Estrada Mejía,
Rogéria Rocha Gonçalves



quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012

A renovação das penas.

(COBRE)

Prezados seguidores, boa noite!

Antes de ler a nova postagem gostaria de enaltecer que, hoje, tive o grande prazer de conhecer uma grande criadora de aves ornamentais.A senhora Beth Penna,uma pessoa muito dedicada ,atenciosa, e que como todos nós é amante do mundo animal.Então peço a todos que acessem seu “site” e se encantem com suas criações e seu grande trabalho. Muito obrigado a todos mais uma vez. Segue o endereço e nossa nova postagem:  



Como ocorre todo ano, está chegando a época da muda de penas.

Alguns amigos costumam olhar para esta estação com grande descanso. Já que os machos não estarão cantando, nem as fêmeas estarão reproduzindo, decidem adotar um procedimento desleixado.

É para estes amigos, menos cuidadosos da necessidade de maiores cuidados nesta fase que alertamos: o preço deste descuido será pago na temporada seguinte, com pássaros debilitados e performance prejudicada.

Deveríamos entender a muda de penas como a “estação da renovação”, pois é o momento de recuperarmos um pássaro, garantindo mais disposição e fogosidade futura.

Muda não é doença, quando ocorre na época correta, embora debilite o organismo do pássaro. Deve ser encarada como doença, quando ocorre fora de época. A ocorrência desta hipótese, poderá ser devido a um manejo inadequado, e, ou, debilidades orgânicas. Substituições bruscas na dieta alimentar, também podem provocar a queda de penas.

O que diferencia a “muda fisiológica” da “muda patológica” é a sua ocorrência dentro da estação que empiricamente sabemos ser carreta, fruto de longos anos de convivência com os pássaros.

Percebemos mais facilmente a chegada da muda nos machos, pois ele produz menos cantos, ou interrompe suas manifestações canoras. Já nas fêmeas, mesmo tratando-se do principal ativo de um criatório, só percebemos que estão trocando suas penas, quando elas são encontradas no fundo da gaiola.

Porque e quando os pássaros mudam de penas ?

As penas, são anexos de extrema importância à sobrevivência dos pássaros: são imprescindíveis para exercer o vôo; ajudam na regulação de temperatura do corpo; auxiliam como barreira de proteção à penetração de micro organismos; auxiliam as fêmeas na incubação dos ovos e nos machos, tem um papel importante nos cortejos de acasalamento.

A necessidade das penas serem renovadas anualmente, deve-se ao desgaste que elas sofrem com atritos nas grades da gaiola, comprometimento funcional pelo ataque de ectoparasitos (piolhos e ácaros) e pela perda de plasticidade.

O processo de renovação das penas é lento, e a quantidade que estarão sendo renovadas a cada momento, está condicionada a condições ambientais e às condições orgânicas do pássaro.

A renovação se inicia através de mudanças hormonais no organismo do pássaro. Estas alterações hormonais, ocorrem por estímulos que são induzidos, a partir da redução do período de luminosidade durante o dia e oscilações na temperatura.

No entanto, não podemos desconsiderar o stress causado pelo desgaste oriundo da intensa reprodução, ou mesmo, decorrente da intensa atuação durante a temporada de competições.

Vale destacar que pássaros com melhores condições orgânicas vencerão melhor esta fase, se comparado, com aqueles que iniciam-na desgastados. Muitos poderão não suportar este período e morrer.

Não nos ateremos à pequena muda que ocorre em pássaros novos (até 4 meses de idade), comum chamada de muda de ninho, uma vez que ela não promove desgastes e muito menos inspira tanta preocupação, passando muitas vezes despercebida pelas poucas penas que são renovadas.

Cabe ressaltar que o criador deve manter-se vigilante, com os machos e as fêmeas indistintamente, pois ambos terão funções importantes na próxima temporada.

É comum observamos na residência de alguns amigos, que quando um pássaro entra na muda, ele engaveta o pássaro (como se a necessidade de luminosidade deixasse de existir), tira a água de banho, reduz a alimentação a um mero alpista ou fubá, ou, estabelece uma dieta com alto teor de gordura.

Obviamente devemos nos acercar de cuidados: com as correntes de ventos, variações bruscas de temperaturas, bem como, evitar empobrecer a dieta.

Pincelando algumas informações da literatura, destacamos que:

- Para a formação das penas as células usam proteínas, aminoácidos, energia e vitaminas, assim como sais minerais.

- No processo de muda, a pele deve receber nutriente, em quantidades suficiente para formação de penas sadias. Esta pena sadia deve ao sair do folículo ir desabrochando suas bárbulas.

- O fígado é um órgão vital, para o metabolismo dos nutrientes e formação das penas na ave. O bom estado do fígado, reflete em um empenamento adequado. Casos de problemas de penas podem estar intimamente ligados ao estado de funcionamento deste órgão.

- Usamos muitos complexos vitamínicos com biotina (vitamina H), protetores hepáticos, suplementos de aminoácidos.

- Devemos fazer controle de parasitas intestinais, e bactérias que acometem o fígado.
Como vemos a época de pagarmos o “couvert” pelo canto dos nossos pássaros, e, identificamos nossas fêmeas pelos filhotes que foram gerados, é na “estação de renovação” das penas.
Com estas medidas garantimos que o pássaro tenha uma bela plumagem, aproveitando para reabilitar alguma deficiência orgânica que possa estar presente no pássaro.

Num ambiente adequado para a ocorrência de boa muda, certamente os pássaros terão sossego, não recebendo estímulos desnecessários tais como, esfregar fêmea para forçar o macho cantar.

Alguns amigos preferem reunir num viveiro, grupos de fêmeas que lá permanecerão durante a muda. O viveiro certamente contribui para atenuar o stress, nos momentos em que ocorre a aproximação do tratador. A desvantagem, é perceber que assumiram provisoriamente um comportamento mais arisco, quando as levamos de volta para gaiola individual, após o encerramento da muda.

No manejo com os CTs, durante o período de muda, costumo adaptar a seguinte dieta:

Farinhada: um comedor de unha diariamente;
Complexo vitamínico: 3 vezes por semana na água do bebedouro;
Complexo de aminoácidos: todos os dias na água do bebedouro.

Não custa lembrar que o macho que faz uma boa muda, retorna na alta temporada com muita fogosidade para o canto, e, sem o risco de não conseguir fertilizar os ovos. Para as fêmeas, reduz o risco de não entrar no ciclo reprodutivo, e botando a quantidade de ovos que sua genética permite.

quinta-feira, 26 de janeiro de 2012

Os piolhos do canário.

(AMARELO INTENSO)



O termo piolho é comumente empregado para designar os pequenos animais que vivem as expensas das aves, atacando as plumas, a pele, ou se alimentando do sangue. A sua freqüência, sua importância, merece um lugar a parte. Nós os repartiremos em dois grupos bem distintos: os Malófagos e os Ácaros. 
           
OS MALÓFAGOS
            Săo insetos desprovidos de asas, que săo vizinhos muito próximo dos piolhos verdadeiros ou Anopluros. Mas enquanto os piolhos do homem săo sugadores de sangue, os Malófagos se alimentam de fragmentos orgânicos; eles săo freqüentes na plumagem dos pássaros. 
            Possuindo garras fortes, eles se agarram as plumas e as roem; eles podem também se prender na pele dos pássaros irritando-os. Os danos a plumagem săo pouco aparentes, mas se pegarmos uma pluma por ocasião da muda, e olharmos ao microscópio, nós veremos as bárbulas mais ou menos roídas; e os fragmentos córneos, bem como as dejeçőes, não săo raras sobre as barbas. Quando houver picadas, o sangue escorre, coagula e suja a plumagem; os Malófagos roem não o sangue seco mas também as barbas sujas, danificando a pluma. Nós devemos arrancá-la pra que uma nova possa se desenvolver. Os Malófagos do canário possuem um corpo alongado, medindo 2mm aproximadamente e eles depositam seus ovos na base das plumas. 
É difícil de eliminá-lo, mas nós podemos reduzir a sua incidência através de medidas higiênicas, principalmente pela limpeza ou troca do fundo das gaiolas e banhos freqüentes. Quando não possuem uma fonte de água, os canários tomam banho de poeira, borrifando suas plumas, de preferência ao sol, o que elimina um bom número de parasitas. Os inseticidas piretróides, em aerosol ou em pó, săo indicados para os pássaros adultos e ninhos. Vários tratamentos săo necessários, porque nas profundezas das plumas, os ovos săo dificilmente atingidos. 
           
 OS ÁCAROS
            Eles săo parentes das aranhas, e como elas, eles tem, pelo menos no estágio adulto, quatro pares de patas, e pequenas pinças opu quelíceras situadas na frente da boca. Mas o seu corpo é mais ou menos arredondado e formato de uma só peça. 
            Algum destes ácaros vivem de fragmentos animais ou vegetais. Nas gaiolas e nos viveiros, eles se encontram mais comumente nos comedouros onde o alimento não é renovado com certa freqüência, e nos biscoitos muito velhos. Săo eles que reduzem a pó o conteúdo dos comedouros, ao ponto de podermos ver este pó se mover lentamente quando os parasitas estão se desenvolvendo. Ao microscópio, nós vemos uma multidão de ínfimas criaturas, semelhantes a robôs de pelos longos. É claro que os pássaros se recusam a ingerir um alimento nestas condições. Portanto, parece que estes ácaros, nesta fase, não săo verdadeiramente danosos, a não ser as plumas, contrariamente as formas seguintes, sugadoras de sangue, e que provocam doenças chamadas acariose.
           
 ACARIOSE DAS PATAS
            É simplesmente uma afecção da pele, devida a uma parasita, onde a fêmea perfura galerias na pele onde ela pőe seus ovos. Os filhotes sobem em seguida para a superfície, se reproduzem e novas fêmeas penetram na pele para a postura: a pele incha, as escamas das patas se espessam e se renovam, os dedos podem se deformar. As galerias não devem ser confundidas com as pústulas causadas pela varíola; a pele é amarelada e não contém pus. 
            Geralmente, somente as patas săo atingidas, mas a afecção pode se estender para outras regiões do corpo desprovidas de penas; bico, coxas, uropígio. O pássaro não fica aleijado, mas se ele não for curado, poderá ate morrer. Nós tratamos esta afecção com uma pomada a base de enxofre, alcatrão ou com óleo de Parafina. O contágio é pequeno. Uma boa higiene previne a incidência deste parasita. 
           
 ACARIOSE DAS PENAS
            É um ácaro diferente do anterior, pode roer a base macia das plumas e atacar a camada de gordura que as protege. As penas pequenas se tornam frágeis e podem cair. A pequena hemorragia que acompanha sua queda torna a sua base rósea. O parasita pode mesmo se introduzir no canal de uma pena. 
            Devemos queimas as penas que caem, e fazer um tratamento com inseticida. É muito raro, mas em criaçőes intensivas, a promiscuidade de um grande número de canários, favorece esta acariose, que juntamente ŕ açăo dos Malófagos, expilca a plumagem deplorável comumente verificada em aves vendidas em certas lojas de pássaros. 
           
 ACARIOSE RESPIRATÓRIA
            Um outro ácaro, muito pequeno, da espécie Sternostoma tracheacoium, pode se instalar nas fossas nasais dos canários e se reproduzir. Isto resulta em problemas respiratórios, que nós chamamos de asma do canário. Na verdade, este termo asma abrange problemas de diferentes origens. Pode-se tratar de uma acariose, mas muitas vezes é uma micoplasmose, e dificilmente seria um problema de origem alérgica (bastante comum no homem). 
            As conseqüências dependem da abundância e da localização do parasita. Ele pode passar completamente desapercebido. Mas acontece que as peles larvárias se acumulam e causam incomodo, e daí surgem os espirros. Algumas vezes o parasita penetra profundamente nas vias respiratórias, e se for abundante, nos temos uma doença grave. Deste modo, algumas dezenas de indivíduos podem coabitar na artéria traquial onde eles aparecem, ao microscópio como pontos negros. Eles provocam a secreção de um muco abundante que se acumula e que atrapalha seriamente a respiração. Outros vão aos pulmões onde provocam pequenas hemorragias onde eles se aderem. Os microorganismos encontram um meio favorável, e aparece então uma pneumonia. O pássaro fica febril, fica em forma de bola, não come mais; a sua morte se aproxima. 
            A contaminação é baixa, mas ela ocorre através das expectorações. As larvas irão sujar a plumagem de outros canários ou os poleiros das gaiolas. Existe também a contaminação através da alimentação dos filhotes, quando as mães atacadas pelos parasitas nutrem os animais jovens. 
            O tratamento é feito através de inseticidas piretróides em aerosol. O pássaro é colocado dentro de um saco plástico transparente, o que permite seguir o seu comportamento, e dá-se um jato de inseticida. Para evitar qualquer pânico, espera-se que o pássaro esteja calmo; logo após, nós o vemos expectorar energicamente, em seguida ele respira mais rapidamente e logo tende a se acalmar. Nós o retiramos do saco, onde ele permaneceu por 2 a 3 minutos. Devemos repetir esta operação alguns dias mais tarde. Nós podemos também aspergir os grãos com algum inseticida fraco (Vetenol) durante vários dias. Caso não haja sinais de melhora, é porque os problemas respiratórios tem outras causas. 
            Devemos portanto tratar o pássaro enquanto ele estiver ativo. Se nós tardarmos as chances de cura săo menores, e poderão também se produzir lesões irreversíveis, que deixarão a respiração ruidosa. Essa doença pode passar desapercebida, talvez em razão de um número pequeno de parasitas, ou ainda da constituição física mais robusta do pássaro. 
           
OS PIOLHOS VERMELHOS
            Estes ácaros (Dermanyssus gallinae) não ficam permanentemente sobre o canário. Durante o dia eles se escondem nos cantos das gaiolas, nas fissuras, nas molas das portas, nos poleiros perfurados... A noite, eles se dirigem aos pássaros adormecidos, penetrando sob as penas e sugam o sangue; eles se incham, tornando-se vermelhos, daí o seu nome. Uma fêmea importunada pode abandonar a ninhada, e os filhotes poderão ser atacados. 
            O tratamento feito a base de pulverizações com inseticidas, podendo-se polvilhar preventivamente os ninhos. Também podemos usar armadilhas, colocando-se pedaços de pano ou palha de cereais, onde os piolhos irão se esconder; queima-se em seguida. Os poleiros de plástico perfurados devem ser evitados pois se constituem em esconderijo para os piolhos. 
           
 O PIOLHO DO NORTE 
            Estes piolhos (Ornithonyssus sylvarium) são pouco diferentes dos anteriores, distingüindo-se apenas pelo fato de proliferarem no inverno, e que eles se reproduzem sobre o canário. O seu tamanho é de no máximo 1 mm. O tratamento contra este ácaro é feito do mesmo modo que para o piolho vermelho. 
           
CONCLUSĂO
            Os piolhos dos pássaros podem ser inimigos poderosos e mesmo mortais para os canários. Eles ocorrem mais frequentemente do que se pensa. Os Malófagos causam danos a plumagem os Ácaros sugam o sangue e transmitem doenças graves; alguns mesmo penetram na orelha e causam problemas de equilíbrio (quedas, cabeça caída). Os inseticidas piretróides (inofensivos para os pássaros), constituem a arma indispensável do criador. Mas na verdade, a melhor maneira de prevenir estes parasitas é a adoção de medidas higiênicas. 


Arquivo editado em 02 Abril 2001
Pomarčde M.
Revisa Pássaros n0 20,22/2000

segunda-feira, 24 de outubro de 2011

Venda de canários.

(VENDA DE CANÁRIOS)

Prezados seguidores,

Venho por meio deste, informar que ainda não disponho de canários para a venda, pois estou fazendo mudanças em meu plantel e ainda não tenho previsão para novas aves, mas um grande amigo criador ,já possui vários canários  de canto e cor (diversas) para comercialização. Todos eles jovens e saudáveis. Os interessados podem manter contato através  do seguinte e-mail: luizeduardofcastro@gmail.com .

Desde já, agradeço pela atenção.

Abraços,

Luiz Eduardo F. Castro .

Ovos férteis ou não? O que fazer?

(OVOS CLAROS E OVOS FÉRTEIS)



Prezados seguidores,

com o andamento da temporada de choca,muitas dúvidas sobre a fertilidade dos canários e seus ovos surgem e sempre precisamos de solução para quais quer problemas, então segue abaixo um post para sanar tais dúvidas.

É nomalmente por volta do sexto dia que o criador observa se os ovos estão fecundados. Quando não estão, são chamados de "claros" . Deve-se então retira-los?

Sim, se todos estiverem claros. A fêmea fará então outra postura: postura de substituição.

Certos casais ,contudo ,são capazes de idenficar ovos claros. Podem até expulsa-los do ninho. Porém a maior parte dos casais não faz isso. Assim, retirando-se esses ovos evita-se que a fêmea se desgaste por uma incubação inútil. Também se ganha tempo. É interessante que o criador conserve cuidadosamente um ou dois ovos claros. Podem servir para um outro ninho. Deve-se juntar um ovo claro a uma ninhada pouco abundante de pequenos pássaros . O ovo claro evita que os filhotes novos sejam esmagados acidentalmente. Num ninho, vazio, o ovo claro pode estimular a posturar ou verificar-se  se um casal não come os ovos . Se numa postura ocorreu apenas um ovo claro, estando os outros fecundados, deve-se então deixá-lo.

Sintomas e tratamento para infertilidade:

Sintomas: Ovos claros, o pássaro não entra em forma para reprodução. A fêmea recusa sempre o macho ou vice versa.

Tratamento: Vitaminas e alimentação sadia devem ser oferecidas aos pássaros para que na época de reprodução estejam em forma. É recomendável adicionar em 1 quilo de farinhada seca 2 gramas de vitamina “E” em pó.


terça-feira, 27 de setembro de 2011

Dicas para reconhecer uma ave saudável.

(LIZARD AZUL)



-Um pássaro saudável não fica com restos de comida ou sujeira no bico, pés e principalmente nas penas;
                       

-Durante o dia não fica embolado, nem com a cabeça debaixo da asa;
                       

-Fora da época da muda, a plumagem está sempre perfeita;
                       

-Uma ave com boa saúde dificilmente fica parada no mesmo poleiro;
                       

-Quando não estão doentes, os pássaros gostam de tomar banhos, não se importando com a temperatura ambiente;
                       

-Pegando uma ave saudável na mão, você não perceberá a ossatura no peito, e a pele do abdômen terá cor normal, sem pontos pretos ou arroxeados.
                       

-A respiração é normal e o pássaro sadio não fica ofegante depois de voar;
                       

-As asas são simétricas e descansam naturalmente sobre o corpo;
                       

-Os olhos permanecem sempre abertos e as penas não são arrepiadas;
                       

-É possível perceber a vivacidade de um pássaro sadio; os doentes ficam geralmente amuados e quietos.



terça-feira, 13 de setembro de 2011

Transporte de passáros

(VERMELHO MOSAICO)

Prezados seguidores,

Muitas pessoas me perguntam como fazer o transporte de pássaros adequado para viagens curtas e de longa distância.Então, segue abaixo o novo post referente a duvida em questão.

Pode ser feito em gaiolas ou caixa de madeira leve, apropriada. Para distancias grandes, colocar bebedouro ou pote de água com algodão ou esponja úmidos, alem de comedouro para grãos. Colocar pedaços de maçă ou milho verde (alimenta e evita desidratação). Verificar o tamanho e característica dos pássaros para estabelecer o tamanho de transporte adequado, com sistema de ventilação abundante, e com segurança. Cuidar da lotação (número de pássaros por área) e limpeza da embalagem.

Não deixar as gaiolas e/ou transportes no sol, principalmente dentro de veículos parados (10 minutos são o suficiente para acontecer mortalidade). Portanto, e recomendável viajar a noite, principalmente nos meses quentes do ano. 

DOCUMENTAÇÃO - Para fora do estado, apresentar a Guia de Transito Animal – GTA, fornecida por Veterinário credenciado pelo Min. da Agricultura e da Secretaria da Agricultura. No caso de pássaros /aves silvestres, que devem ter anel fechado, alem de relação de pássaros e carteira de criador, atualizada no IBAMA. Sem anel não pode transitar. Com anel aberto (matrizes), e necessário, autorização expressa do IBAMA, acompanhado do Certificado de Transferência de Pássaro – CTP, alem dos outros documentos citados, inclusive GTA, no caso de transito interestadual. 

PROVIDÊNCIAS - Reservar lugar com antecedência na Companhia aérea escolhida. Verificar os vôos e escolher o que seja direto ou com menor numero de transbordos. Cuidar do horário de saída (uma hora antes no mínimo) e chegada ( para o destinatário buscar no aeroporto logo após a chegada). Em outros meios de transporte, devemos procurar alojar adequadamente (fixação e ventilação). 

Revista UGCC 2001